ARTIGOS

 

 

- Artigo Publicado no “JORNAL DE BRASÍLIA” edição de 03.04.2006

 

DESINFORMAÇÂO – CIÊNCIA ESOTÉRICA

 

                            Estamos na era da informação rápida, imediata mesmo. O telégrafo que parecia a nossos avós um prodígio de rapidez, tornou-se velho e totalmente ultrapassado.
Agora são os satélites, é a Internet, é a transmissão globalizada e instantânea do som e da imagem de uma ponta do mundo até a outra. É uma enxurrada de informações que nos inundam diariamente, provindas de todas as partes do Globo.
Isso levanta, porém, um problema novo. Nunca se abusou tanto dos veículos de informação como agora, transformados, não raras vezes, em meios de desinformar. De tal modo que uma pessoa sensata sabe perfeitamente que a primeira atitude a tomar diante de um jornal, de um rádio, de uma televisão ou de qualquer afirmação sem prova, é desconfiar.
                            A Reforma Agrária é um exemplo característico de desinformação. Onde quer que ela tenha sido implantada – Rússia, Cuba. México, Angola, Egito etc. – redundou num empobrecimento total da população. Aponto de ter sido necessário voltar atrás e modificar radicalmente a situação – exceto em Cuba, onde o ditador Castro se obstina em manter o povo na miséria.
                            Mesmo no Brasil, as experiências de assentamento que têm sido feitas só serviram para disseminar pelo campo verdadeiras favelas rurais.
                            Entretanto, há uma propaganda contínua, zumbindo ou berrando que a Reforma Agrária resolverá os problemas do trabalhador rural. Embora contra toda a evidência, a força e a persistência dessa propaganda são tais, que ela entra a martelo na cabeça das pessoas, impedindo muitas vezes que se veja a realidade como ela é.
                            Aqui entramos de cheio no problema da desinformação. Mas é preciso definir bem os termos para saber do que estamos falando.
                            Não estamos nos referindo à desinformação no sentido corrente que o termo tinha até alguns anos atrás, de pessoa a quem faltam informações. A palavra sofreu uma evolução nos últimos tempos e passou a ser usada, sobretudo pela esquerda, com um significado científico, quase diria, esotérico.
                            Já em 1983, um autor francês, Edward Sablier, estudava o assunto (O Fio Vermelho, Plon Paris). Mostra ele nessa obra como a esquerda toma por base, para sua ação de desinformação, o princípio de Lenine segundo o qual “dizer a verdade é um preconceito pequeno-burguês. A mentira é freqüentemente justificada pelo fim que ela busca” (p. 278).
Foi com fundamento nesse princípio maquiavélico que a antiga KGB chegou a montar um departamento especializado em desinformar.
                            E a segunda edição da Grande Enciclopédia Soviética definiu desinformação como sendo “a disseminação pela imprensa, pelo rádio, pela TV, pelo livro etc., de falsas informações destinadas a impressionar o público”.
                            A desinformação é praticada em todo o mundo, principalmente por setores da esquerda avançada, como uma verdadeira arma de combate para desarticular o corpo social: “A desinformação está para a luta de classes como um gás de combate para um exército em campanha. Ela envenena o organismo político e social, enfraquece a resistência e termina por aniquilá-lo” (op. cit. p 277).
                            Na antiga KGB, o departamento encarregado de desinformar fornecia os dados e publicações “destinados à imprensa, punha em circulação documentos de natureza a mover a opinião pública. Seus agentes conduziam campanhas contra políticos e personalidades, fomentavam manifestações de greves para acompanhar uma ofensiva psicológica” (p 278).
                            Enfim, caro leitor, quando lhe falarem do paraíso a que vai nos conduzir a Reforma Agrária, quando lhe disserem que todos os invasores de propriedades rurais são realmente gente sem terra que não tem o que comer por culpa de fazendeiros gananciosos e da atual estrutura sócio-econômica DESCONFIE!
                            DESCONFIE também quando lhe procurarem ocultar a verdadeira natureza ideológica desses movimentos organizados de invasões, quando buscarem acobertar o papel que a chamada esquerda católica vem desempenhando nesse assunto todo. O leitor pode estar sendo vítima do mecanismo da desinformação.
                            DESCONFIE, quando lhe disserem que o aborto é necessário, e lhe contarem um, dois, três ou quatro casos sentimentais para justificá-lo – DESCONFIE da propaganda feita em torno de todo tipo de imoralidade. DESCONFIE dos políticos que prometem o paraíso na terra, como aquele, que prometeu milhões de empregos em nosso país em apenas 04 anos, e só fez mesmo implementar a corrupção e disseminar a mentira. O problema da desinformação é muito sério no Brasil. Fatos de uma realidade gritante são apresentados por vezes com um significado oposto aquele que realmente têm. Invoquemos a proteção da Virgem Santa Mãe de Deus, para que ela nos mantenha sempre vigilantes na defesa da verdade, para que não sucumbamos às artimanhas abjetas da mentira e da hipocrisia.

 

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- Artigo transcrito do Jornal “CIDADE LIVRE’, edição de março de 2005”.

 

JUSTIÇA ALTERNATIVA, NOVA TORRE DE BABEL

 

                            O agronegócio foi responsável por 41% das exportações totais do país nos quatro primeiros meses de 2004, batendo recordes históricos.
                            O superávit agrícola no Brasil foi de 9.101 bilhões de dólares, 37,2% mais que o resultado obtido em igual período de 2003.                     
De acordo com o Ministério da Agricultura, merece especial menção o incremento no mencionado período, de 35% nas vendas do complexo soja: de 1,829 bilhão passou para 2,470 bilhões.
                            O resultado das exportações de produtos agrícolas em abril último foi igualmente um recorde. Elas renderam 2,846 bilhões, 16% acima dos 2,447 bilhões de abril de 2003.
                            Todo esse sucesso do agronegócio contrasta com os prejuízos causados ao país pelas criminosas invasões praticadas pelo MST no campo, que a par disto, assim como Fidel Castro mantém suas escolas em Cuba, para ensinar marxismo e revolução, também, no Brasil, o MST tem as suas. Reportagem da revista “Veja” (08.09.2004) compara as escolas messetistas – nas quais se ensina o ódio e se instiga a revolução – aos internatos muçulmanos, chamados madraçais. São cerca de 1.800 escolas, disseminadas por acampamentos e assentamentos, nos quais crianças de 07 a 14 anos aprendem a defender o socialismo, a “desenvolver a consciência de classe e a consciência revolucionária” e a cultuar ícones do comunismo internacional, como Karl Marx, Che Guevara, Ho Chi Minh. Meninos e meninas são ensinados e gritar “sem terrinha em ação para fazer revolução”.
                            Não só o governo nada faz para impedir a formação em série de novos comunistas invasores de terra, eventualmente futuros guerrilheiros, mas 1.000 dessas escolas, pelo menos, são reconhecidas pelos Conselhos Estaduais de Educação e estão integradas à rede pública de ensino. O que significa que os professores são pagos com o dinheiro dos contribuintes. Nisso é aplicada parte dos impostos escorchantes que pagamos.
                            Onde funcionam? Nos próprios locais onde o crime de esbulho foi cometido, ou seja, nas antigas sedes das fazendas invadidas. Outras são construídas pelos estados ou municípios. São utilizadas por 160.000 alunos, monitorados por 4.000 professores (alguns deles não terminaram sequer o ensino fundamental). É uma perigosa rede de formação de crianças em idade escolar, em favor do comunismo internacional. Se algum professor vem de fora, o MST torna sua vida “um inferno”, explica Gislaine do Amaral Ribeiro, coordenadora estadual das escolas de assentamento da região de Bagé (RS).
                            São celebradas nessas escolas a revolução comunista chinesa, a morte do guerrilheiro argentino Che Guevara, o nascimento do teórico comunista alemão, Karl Marx. No dia 07 de setembro, a comemoração da independência do Brasil virou o “dia dos excluídos”. As escolas ostentam nomes de figuras da esquerda como D. Helder Câmara e outros. Na escola Chico Mendes, professores exibem vídeos que atacam as propriedades mais extensas: os grandes latifúndios “só fazem roubar emprego do povo”. Inventaram, e passam para as crianças, que os produtos transgênicos “contém veneno”. E assim vai...
                            Como se vê, caro leitor, a estratégia é acelerar o projeto de implantação de um estado totalitário de esquerda, promovendo o caos social, de início no campo, para depois partir para os centros urbanos, onde também se implementarão ações criminosas contra a ordem social, além das já posta em prática pelas organizações criminosas do tráfico de drogas e suas afins.
                            Visando minar o Judiciário, pressões se voltam contra este por parte dos agro-reformistas, que aproveitando-se da Reforma Agrária reivindicam um controle do Judiciário. O presidente do INCRA Rolf Hackbart, o mesmo que recentemente condenou o agronegócio de forma contundente, pede “o controle social do Judiciário”. Para o presente da CPT, D. Tomás Balduíno, “o que se vê no Judiciário é uma desordem”. Raimundo Pires da Silva, superintendente do INCRA, em São Paulo, diz que “as discussões no Judiciário foram o grande entrave que tivemos” para a Reforma Agrária. (“O Liberal, Belém de 03/01/2004)”. Já se imaginou o que será do Brasil se o Judiciário perder sua independência para julgar? Teremos uma Reforma Agrária como a soviética ou a cubana. Só um Judiciário livre e independente, garantirá nossos direitos.
                            Na verdade, toda essa pressão visa enfraquecer o Judiciário para que seja criado em clima favorável junto à opinião pública, para implantação da chamada justiça alternativa. A esse propósito, o Prof. Alberto Oliva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, assim afirmou: “Enquanto os parlamentares elaboram leis em profusão, a maioria das quais totalmente desnecessárias, no Judiciário aumenta o número de adeptos da justiça alternativa”. Para o professor, a justiça alternativa, que “relativiza até o que estabelece a Constituição, é um fator que cria animosidade social e produz a estagnação e/ou retrocesso econômico”.
                            Segundo o professor Oliva, a noção de justiça social, manipulada pela justiça alternativa, é tão vaga que pode provocar uma “babel nos julgamentos”. Ela leva os juízes, a se voltarem contra a propriedade e o respeito aos contratos. Por essa senda, chega-se aos Comitês Revolucionários do Povo, como em Cuba, “e tudo se resolverá de modo sumário”, acrescentou ele.
                            Assim, a justiça alternativa poderá ir conduzindo nosso infeliz Brasil aos abismos da via cubana, tão exaltada pela esquerda, sendo que o Estado de Direito, que garante a plena vigência da lei e a proteção da Justiça a membros de uma comunidade política está sendo “ferido de morte”, no Brasil.
                            Não vamos permitir que nosso País caia nessa armadilha preparada pelos ditadores, que tais como lobos, travestidos de cordeiros, abrigam-se sob a égide da democracia em partidos políticos esquerdistas e/ou esquerdizantes, para no primeiro descuido de sua presa, destruí-la sem dó, nem piedade.
                            Apelo aqui aos operadores do direito, para empreenderem destacadas batalhas visando a independência e o fortalecimento dos poderes legalmente constituídos, a lutarem sem trégua, pelo respeito a nossa Carta Constitucional e aos valores sociais a duras penas conquistadas.
                            Que Nossa Senhora da Conceição, cuja festa  celebramos no dia 08 de dezembro, mãe da divina graça, nos guie e nos proteja, para que possamos ver nosso País crescer com paz no campo, que certamente servirá de estímulo aos empreendedores do agronegócio, um  mundo que tem dado tão certo e empregado milhares de compatriotas, apesar de todo esforço contrário dos adversários do Brasil.