ARTIGOS
- Artigo transcrito do Jornal “CIDADE LIVRE’, edição de março de 2005”.
JUSTIÇA ALTERNATIVA, NOVA TORRE DE BABEL
O agronegócio foi responsável por 41% das exportações totais do país nos quatro primeiros meses de 2004, batendo recordes históricos.
O superávit agrícola no Brasil foi de 9.101 bilhões de dólares, 37,2% mais que o resultado obtido em igual período de 2003.
De acordo com o Ministério da Agricultura, merece especial menção o incremento no mencionado período, de 35% nas vendas do complexo soja: de 1,829 bilhão passou para 2,470 bilhões.
O resultado das exportações de produtos agrícolas em abril último foi igualmente um recorde. Elas renderam 2,846 bilhões, 16% acima dos 2,447 bilhões de abril de 2003.
Todo esse sucesso do agronegócio contrasta com os prejuízos causados ao país pelas criminosas invasões praticadas pelo MST no campo, que a par disto, assim como Fidel Castro mantém suas escolas em Cuba, para ensinar marxismo e revolução, também, no Brasil, o MST tem as suas. Reportagem da revista “Veja” (08.09.2004) compara as escolas messetistas – nas quais se ensina o ódio e se instiga a revolução – aos internatos muçulmanos, chamados madraçais. São cerca de 1.800 escolas, disseminadas por acampamentos e assentamentos, nos quais crianças de 07 a 14 anos aprendem a defender o socialismo, a “desenvolver a consciência de classe e a consciência revolucionária” e a cultuar ícones do comunismo internacional, como Karl Marx, Che Guevara, Ho Chi Minh. Meninos e meninas são ensinados e gritar “sem terrinha em ação para fazer revolução”.
Não só o governo nada faz para impedir a formação em série de novos comunistas invasores de terra, eventualmente futuros guerrilheiros, mas 1.000 dessas escolas, pelo menos, são reconhecidas pelos Conselhos Estaduais de Educação e estão integradas à rede pública de ensino. O que significa que os professores são pagos com o dinheiro dos contribuintes. Nisso é aplicada parte dos impostos escorchantes que pagamos.
Onde funcionam? Nos próprios locais onde o crime de esbulho foi cometido, ou seja, nas antigas sedes das fazendas invadidas. Outras são construídas pelos estados ou municípios. São utilizadas por 160.000 alunos, monitorados por 4.000 professores (alguns deles não terminaram sequer o ensino fundamental). É uma perigosa rede de formação de crianças em idade escolar, em favor do comunismo internacional. Se algum professor vem de fora, o MST torna sua vida “um inferno”, explica Gislaine do Amaral Ribeiro, coordenadora estadual das escolas de assentamento da região de Bagé (RS).
São celebradas nessas escolas a revolução comunista chinesa, a morte do guerrilheiro argentino Che Guevara, o nascimento do teórico comunista alemão, Karl Marx. No dia 07 de setembro, a comemoração da independência do Brasil virou o “dia dos excluídos”. As escolas ostentam nomes de figuras da esquerda como D. Helder Câmara e outros. Na escola Chico Mendes, professores exibem vídeos que atacam as propriedades mais extensas: os grandes latifúndios “só fazem roubar emprego do povo”. Inventaram, e passam para as crianças, que os produtos transgênicos “contém veneno”. E assim vai...
Como se vê, caro leitor, a estratégia é acelerar o projeto de implantação de um estado totalitário de esquerda, promovendo o caos social, de início no campo, para depois partir para os centros urbanos, onde também se implementarão ações criminosas contra a ordem social, além das já posta em prática pelas organizações criminosas do tráfico de drogas e suas afins.
Visando minar o Judiciário, pressões se voltam contra este por parte dos agro-reformistas, que aproveitando-se da Reforma Agrária reivindicam um controle do Judiciário. O presidente do INCRA Rolf Hackbart, o mesmo que recentemente condenou o agronegócio de forma contundente, pede “o controle social do Judiciário”. Para o presente da CPT, D. Tomás Balduíno, “o que se vê no Judiciário é uma desordem”. Raimundo Pires da Silva, superintendente do INCRA, em São Paulo, diz que “as discussões no Judiciário foram o grande entrave que tivemos” para a Reforma Agrária. (“O Liberal, Belém de 03/01/2004)”. Já se imaginou o que será do Brasil se o Judiciário perder sua independência para julgar? Teremos uma Reforma Agrária como a soviética ou a cubana. Só um Judiciário livre e independente, garantirá nossos direitos.
Na verdade, toda essa pressão visa enfraquecer o Judiciário para que seja criado em clima favorável junto à opinião pública, para implantação da chamada justiça alternativa. A esse propósito, o Prof. Alberto Oliva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, assim afirmou: “Enquanto os parlamentares elaboram leis em profusão, a maioria das quais totalmente desnecessárias, no Judiciário aumenta o número de adeptos da justiça alternativa”. Para o professor, a justiça alternativa, que “relativiza até o que estabelece a Constituição, é um fator que cria animosidade social e produz a estagnação e/ou retrocesso econômico”.
Segundo o professor Oliva, a noção de justiça social, manipulada pela justiça alternativa, é tão vaga que pode provocar uma “babel nos julgamentos”. Ela leva os juízes, a se voltarem contra a propriedade e o respeito aos contratos. Por essa senda, chega-se aos Comitês Revolucionários do Povo, como em Cuba, “e tudo se resolverá de modo sumário”, acrescentou ele.
Assim, a justiça alternativa poderá ir conduzindo nosso infeliz Brasil aos abismos da via cubana, tão exaltada pela esquerda, sendo que o Estado de Direito, que garante a plena vigência da lei e a proteção da Justiça a membros de uma comunidade política está sendo “ferido de morte”, no Brasil.
Não vamos permitir que nosso País caia nessa armadilha preparada pelos ditadores, que tais como lobos, travestidos de cordeiros, abrigam-se sob a égide da democracia em partidos políticos esquerdistas e/ou esquerdizantes, para no primeiro descuido de sua presa, destruí-la sem dó, nem piedade.
Apelo aqui aos operadores do direito, para empreenderem destacadas batalhas visando a independência e o fortalecimento dos poderes legalmente constituídos, a lutarem sem trégua, pelo respeito a nossa Carta Constitucional e aos valores sociais a duras penas conquistadas.
Que Nossa Senhora da Conceição, cuja festa celebramos no dia 08 de dezembro, mãe da divina graça, nos guie e nos proteja, para que possamos ver nosso País crescer com paz no campo, que certamente servirá de estímulo aos empreendedores do agronegócio, um mundo que tem dado tão certo e empregado milhares de compatriotas, apesar de todo esforço contrário dos adversários do Brasil.

